Por que existem os sonhos, afinal? De acordo com Joel Achenbach, em seu livro Why Things Are (em inglês), o cérebro cria os sonhos por meio de uma atividade elétrica aleatória. Aleatória é a palavra-chave aqui. A cada perÃodo de 90 min, o tronco cerebral envia impulsos elétricos para o cérebro, de forma desordenada.
A parte analÃtica do cérebro, o prosencéfalo, tenta desesperadamente achar algum sentido nesses sinais. É como olhar para um teste de Rorschach, uma mancha aleatória de tinta em um papel. A única maneira de compreender o sonho é interpretá-lo metaforicamente, simbolicamente, já que não existe mensagem literal.
Isso não significa que os sonhos não fazem sentido ou devem ser ignorados. A maneira como nosso prosencéfalo tenta “analisar” as imagens aleatórias e descontÃnuas de nosso cérebro pode nos dizer algo sobre nós mesmos, da mesma forma que uma mancha de tinta pode ser reveladora. Talvez até existe uma razão na loucura. Nossas mentes podem estar trabalhando nesses problemas profundos por meio desses sonhos metafóricos.
Aqui estão algumas coisas que você deve ter notado sobre os sonhos.
• Os sonhos contam uma história. Eles são como um programa de TV, com cenas, seus elementos visuais e personagens.
• Os sonhos são egocêntricos. Eles quase sempre envolvem você.
• Os sonhos incorporam coisas que aconteceram com você recentemente. Eles também estão relacionados com seus medos e desejos mais profundos.
• Um barulho no ambiente também pode ser integrado ao sonho, o que reforça a idéia de que os sonhos são simplesmente a resposta do cérebro aos impulsos aleatórios.
• Você geralmente não pode controlar um sonho. Na verdade, os sonhos enfatizam sua falta de controle e impossibilidade de correr ou gritar. Entretanto, existem os sonhos lúcidos (em inglês), que podem ser controlados.
Sonhar é importante. Nos experimentos de sono em que a pessoa acorda toda vez em que entra no sono REM, ela se torna cada vez mais impaciente e sente desconforto.
